Anuário da Segurança Pública aponta recordes de feminicídios e letalidade policial

Publicado em 24 de Julho de 2026 às 15h22. Atualizado em 24 de Julho de 2026 às 16h04

O Brasil registrou 40.775 mortes violentas intencionais (MVI) em 2025, conforme o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Esse é o menor patamar registrado desde 2012, quando o índice começou a ser medido, e teve uma queda de 8,2% em relação ao ano passado, o que representa 19,1 casos por 100 mil habitantes em 2025.

Embora o país tenha alcançado o menor número de mortes desde o início da série histórica, a violência segue marcada por profundas desigualdades raciais, pelo aumento da letalidade policial e pelo crescimento dos feminicídios. A população negra representa a maior parcela de vítimas em todas as categorias, sendo que o índice de homicídios dolosos alcança 79,9%.

O levantamento mostra ainda que a polícia brasileira é uma das que mais mata em todo o mundo. De acordo com a pesquisa, as mortes decorrentes de intervenção policial (MDIP) cresceram 5,4% em 2025, chegando a 6.602 vítimas, o maior número desde 2016. As MDIP respondem por 16,2% de todas as mortes violentas intencionais registradas no país. Entre 2016 e 2025, o crescimento das MDIP foi de 55,7%.

Feminicídios
Os feminicídios bateram recorde em 2025 e a média foi de 4,3 mortes por dia, com um total de 1.571 vítimas. Os registros mostram que 44,4% das mulheres assassinadas no ano passado foram mortas por razões de gênero. Outros dados que indicaram alta em relação à violência contra mulheres: 17% de casos de violências psicológicas, stalking (30%), descumprimento de medida protetiva (17%) e ameaças (0,5%).

Confira o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Imagem: Freepik

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